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quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Casarão de quase 300 anos em Baependi preserva história e atrai turistas

Casarão de quase 300 anos em Baependi preserva história e atrai turistas
Casarão de quase 300 anos em Baependi preserva história e atrai turistas
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Em meio à Serra da Mantiqueira, em Baependi (MG), um casarão construído em 1738, ainda no período colonial, mantém viva a história do Brasil. A Fazenda da Roseta, que pertence à mesma família há quase três séculos, abriu suas portas para visitantes e hoje une patrimônio histórico, natureza e turismo.

A propriedade, administrada pela sexta geração da família Maciel, passou por períodos colonial, imperial e republicano. A abertura ao público aconteceu após o proprietário, Paulo Maciel Júnior, encontrar um manuscrito da mãe, que registrava seus sonhos. O desejo dela inspirou a família a investir no turismo como forma de preservar o local.

Reconhecida pela Unesco em 1993 como parte da Rede Internacional de Reservas da Biosfera, a fazenda integra uma área estratégica para a conservação de ecossistemas. Além da proteção ambiental, o local contribui para a produção de conhecimento e práticas de desenvolvimento sustentável.

A história da fazenda começou com uma sesmaria, concessão de terras da Coroa Portuguesa. O nome faz referência ao Ribeirão das Rosetas, citado no documento original. Ao longo dos séculos, a sede passou por reformas, mas preserva muros de pedra, a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes e o antigo moinho de fubá, hoje Museu do Trabalhador Rural.

Na década de 1940, o casarão ganhou estilo neocolonial. Em 2006, novas intervenções recuperaram a estrutura para receber visitantes. Atualmente, são 16 edificações históricas preservadas, que contam a ocupação do Sul de Minas.

Aberta desde 2013, a fazenda recebe cerca de 600 pessoas por ano, com 15 quartos e 40 leitos. Os visitantes podem explorar o casarão-museu, o Museu dos Coches, uma biblioteca histórica e o Pouso do Tropeiro. O complexo é reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Manter o patrimônio custa cerca de R$ 350 mil por ano. Desde o início da restauração, foram investidos aproximadamente R$ 1,8 milhão. A hospedagem e as visitas guiadas ajudam a financiar a conservação. “O maior desafio é conseguir sustentabilidade financeira. Dependemos do turismo e estamos sujeitos às crises econômicas e ao clima”, afirma Maciel Júnior.

Para o proprietário, a missão é compartilhar a história com as próximas gerações. “Durante séculos, a fazenda produziu alimentos. Hoje produzimos experiências, conhecimento e memória”, conclui.

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