domingo, 30 de agosto de 2026
Postado emMinas Gerais, Vida e Saúde

Desigualdades no sistema prisional afetam pessoas trans, aponta UFMG

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Desigualdades no sistema prisional afetam pessoas trans, aponta UFMG
Desigualdades no sistema prisional afetam pessoas trans, aponta UFMG

Pesquisadores da UFMG destacam em artigo que, apesar das garantias legais, pessoas trans encarceradas enfrentam barreiras para o exercício de seus direitos nas prisões brasileiras.

O estudo, intitulado “Entre a norma e o corpo: transfobia institucional, direitos da personalidade e a produção da invisibilidade trans no sistema prisional brasileiro”, revela que a combinação de condições degradantes e transfobia resulta em exclusão e violação de direitos.

Entre as violações citadas estão a alocação em unidades incompatíveis com a identidade de gênero, a recusa do nome social e a interrupção da hormonioterapia, o que agrava a vulnerabilidade dessa população.

Os autores defendem que a escolha da unidade prisional deve considerar a identidade de gênero autodeclarada, em vez de critérios anatômicos, promovendo um ambiente mais seguro e respeitoso.

Além disso, o acesso à saúde é frequentemente interrompido, com gestores barrando tratamentos essenciais, o que gera danos físicos e psicológicos. O Estado é responsável pela integridade dos encarcerados, e essa responsabilidade deve ser cumprida.

O artigo também ressalta a necessidade de produção de dados sobre a população trans no sistema prisional, para embasar políticas públicas que visem garantir direitos e combater a transfobia institucional.

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