Um estudo da Escola de Enfermagem da UFMG, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, revelou que a vacinação materna contra o vírus sincicial respiratório (VSR) resultou em uma significativa redução nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças menores de dois anos. A imunização, que foi introduzida no Programa Nacional de Imunizações em 2025, permite a transferência de anticorpos maternos para os fetos, aumentando a proteção dos bebês nos primeiros meses de vida.
Entre janeiro e julho de 2026, a incidência de SRAG por VSR caiu 58% entre crianças menores de um ano e 59,7% entre aquelas com menos de dois anos em Minas Gerais. No Brasil, a taxa de incidência passou de 82,9 para 44,1 casos por 100 mil habitantes, representando uma redução de 39,2%.
A professora Fernanda Penido Matozinhos, coordenadora do estudo, destacou que a vacinação materna é uma estratégia crucial para proteger os bebês, especialmente em períodos de maior vulnerabilidade. O estudo também identificou um padrão sazonal de incidência, com picos mais elevados nos primeiros meses do ano.
Além da redução nos casos, a taxa de mortalidade associada ao VSR também apresentou queda, indicando um cenário epidemiológico mais favorável após a introdução da vacinação. A enfermeira Bruna Nicole Soares dos Santos, gestante, enfatizou a importância da vacinação para a proteção dos recém-nascidos, afirmando que “as vacinas salvam vidas” e que a proteção deve começar ainda na gestação.