Em audiência pública realizada pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, moradores, movimentos sociais, deputadas e acadêmicos manifestaram sua resistência à privatização do Parque Estadual do Biribiri, em Diamantina.
A deputada Beatriz Cerqueira, que solicitou a reunião junto com a deputada Bella Gonçalves, propôs a criação de uma mesa de diálogo envolvendo a sociedade, movimentos sociais e universidades para buscar soluções para a conservação do parque, considerado um patrimônio natural e cultural.
Beatriz Cerqueira alertou que a privatização é uma estratégia do governo estadual e mencionou outras tentativas de concessão de parques em Minas Gerais. Bella Gonçalves também se opôs à concessão e destacou a importância da mobilização.
Tarcila Mantovan Atolini, do movimento “O Biribiri É Nosso”, enfatizou a necessidade de resistência, lembrando conquistas anteriores dos movimentos sociais. A controladora geral de Diamantina, Nágila Raquel Aguilar, afirmou que a Prefeitura apoia a busca por soluções consensuais e que um abaixo-assinado foi entregue ao governador pedindo a paralisação do processo de privatização.
A proposta do governo inclui a concessão da gestão do parque à iniciativa privada por 30 anos, com investimentos de R$ 38 milhões. A entrada, que atualmente é gratuita, passaria a custar R$ 30,00 por pessoa.
Os participantes da audiência criticaram a proposta, argumentando que a cobrança pode excluir usuários do parque e que a privatização pode desequilibrar o ecossistema local. O reitor da UFVJM, Heron Laiber Bonadiman, e o coordenador da Uemg, Rafael Lima Ribeiro, também expressaram preocupações sobre as implicações ambientais e culturais da concessão.
Ao final da audiência, os presentes reafirmaram seu compromisso com a luta pela preservação do parque, entoando o lema “O Biribiri é nosso”.