O professor Andrés Zarankin, do Departamento de Antropologia e Arqueologia da Fafich, lançou o livro “Memórias aprisionadas: arqueologia da repressão e da resistência no DOPS/MG”, em parceria com as pesquisadoras Caroline Murta e Denise Neves. A obra apresenta os resultados da primeira pesquisa arqueológica realizada em um centro de detenção de presos políticos durante a ditadura militar no Brasil.
A pesquisa, realizada em 2020 nas antigas instalações do DOPS/MG, resultou na recuperação de 287 fragmentos de materiais, como tijolos, ossos e vidro. O livro, publicado pela Pedro & João Editores, está disponível em formato digital e impresso gratuitamente, visando disseminar o conhecimento sobre os eventos ocorridos em um dos “porões” da ditadura civil-militar.
O lançamento ocorrerá nesta sexta-feira, 11 de setembro, às 18h30, no auditório do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), em Belo Horizonte. Durante o evento, o público poderá ver alguns dos itens encontrados na pesquisa e assistir a projeções de fotografias do trabalho realizado no antigo DOPS/MG, que foi tombado pelo IEPHA-MG em 2016.
A proposta do evento é conectar o público com os vestígios de um espaço marcado pela repressão política, promovendo uma experiência que une livro, arqueologia, memória e história. O livro é dedicado “à memória de todas as pessoas que foram vítimas do terrorismo de Estado do Brasil”. Exemplares da obra serão distribuídos gratuitamente durante o lançamento.
