No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) alertou sobre a saúde mental dos veteranos da segurança pública, enfatizando a necessidade de políticas de acolhimento e tratamento.
Durante a audiência pública, convocada pelo deputado Charles Santos (Republicanos), especialistas discutiram a importância do acompanhamento psicológico e psiquiátrico para esses profissionais após a aposentadoria.
Antônio Geraldo da Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, destacou que o índice de suicídios entre militares e veteranos é alarmante, especialmente devido ao acesso a armas. Ele ressaltou que a solução não é a desistência, mas sim a busca por tratamento adequado.
A presidente da Comissão de Saúde Mental da OAB-MG, Luciana Chamone Garcia, apontou que muitos profissionais relutam em buscar ajuda médica por medo do estigma e das consequências em sua carreira. Ela defendeu a criação de normas que promovam a saúde mental desses trabalhadores.
O médico Gustavo Saggioro Oliveira sugeriu a necessidade de monitoramento contínuo da saúde mental dos profissionais ao longo de suas carreiras, e não apenas na aposentadoria.
A capitã Alina Gomide Vasconcelos, psicóloga do Corpo de Bombeiros, confirmou que os servidores enfrentam altos índices de transtornos mentais, que podem se agravar após a transição para a inatividade. Ela mencionou programas de preparação para a aposentadoria e ações de acolhimento aos veteranos.
O deputado Charles Santos, que apresentou o Projeto de Lei 5.287/26, propôs diretrizes para valorizar os veteranos e criar uma Frente Estadual de Apoio à Saúde Mental. Ele anunciou que irá solicitar a elaboração de uma política estadual de atenção à saúde mental e programas de reinserção social.