No dia 11 de setembro de 2026, Mônica dos Santos, moradora de Bento Rodrigues e integrante da Comissão de Atingidos, participou do programa Conexões e comentou sobre a recente decisão do Tribunal Regional Federal da 6ª Região.
A corte condenou a Samarco e três ex-gerentes por crimes relacionados ao rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em novembro de 2015. A tragédia resultou na liberação de cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, afetando comunidades e poluindo recursos hídricos ao longo de mais de 660 quilômetros até o litoral do Espírito Santo.
Os ex-gerentes Daviély Rodrigues Silva, Germano Silva Lopes e Wagner Milagres Alves foram responsabilizados por crimes ambientais e por provocar inundação com resultado de morte. A Samarco, por sua vez, foi condenada por poluição seguida de morte e danos a unidades de conservação, ficando proibida de contratar com o poder público por 10 anos e sujeita a uma multa de aproximadamente 6 milhões de reais.
Mônica dos Santos considerou a decisão uma vitória parcial, reiterando que a tragédia não foi um acidente, mas um crime. Ela destacou a necessidade de as mineradoras priorizarem a vida em vez do lucro e lembrou que a luta por justiça em Brumadinho persiste, afirmando que se o julgamento tivesse ocorrido antes, as 272 mortes em 2019 poderiam ter sido evitadas.
