Em comemoração ao Dia Nacional dos Surdos, celebrado em 26 de setembro, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) destaca a importância da inclusão e da acessibilidade para alunos com deficiência auditiva. Segundo o Censo Demográfico de 2022, mais de 10 milhões de brasileiros possuem algum nível de surdez.
Na UFU, atualmente, 57 alunos têm deficiência auditiva, um aumento significativo em relação aos 13 matriculados em 2024. Larissa Carvalho, estudante de Ciências Contábeis, relata os desafios enfrentados, como a falta de acessibilidade na comunicação com professores e colegas que não conhecem a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
A educação é um dos maiores desafios para essa população. Dados do IBGE mostram que a taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência é quatro vezes maior do que entre aquelas sem deficiência. No Brasil, apenas 0,55% dos professores têm formação em Libras, segundo o Ministério da Educação.
Márcia Lima, docente da Faculdade de Educação e surda, leciona Libras e enfatiza a importância de ensinar não apenas a língua, mas também a cultura surda. Ela acredita que a inclusão vai além de estar presente em um espaço; é necessário garantir que as pessoas surdas possam se comunicar e participar ativamente.
Para apoiar a inclusão, a UFU conta com 16 intérpretes de Libras para atender os alunos com deficiência auditiva. Larissa destaca que a presença de intérpretes é fundamental para sua comunicação em sala de aula.
Além da educação, o esporte também desempenha um papel importante na inclusão de pessoas surdas. Matheus Costa, graduando em Educação Física e membro da comunidade surda, ressalta que o esporte o ajudou a criar vínculos e participar de competições, promovendo a interação social.