O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Solos do Brasil (INCT Solos do Brasil) deu início a uma nova fase de pesquisas no Pantanal, com a implantação da Rede Nacional de Monitoramento Termo-Hídrico dos Solos. O projeto visa monitorar continuamente a temperatura e umidade dos solos em diferentes ambientes pantaneiros, gerando informações essenciais para entender a dinâmica ambiental dessa região.
Nesta primeira fase, foram instalados nove sítios de monitoramento em quatro sub-regiões do Pantanal, em colaboração com as Universidades Federais de Uberlândia (UFU), Viçosa (UFV) e Mato Grosso do Sul (UFMS). As atividades são coordenadas pelo professor Guilherme Resende Corrêa, do Laboratório de Pedologia e Estudos da Paisagem (Lapep/UFU), com suporte do professor Eduardo O. Senra.
A escolha do Pantanal para a instalação da rede se deve à sua importância como uma das maiores áreas úmidas do planeta, cuja dinâmica é fortemente influenciada por ciclos de inundação e estiagem. Com as mudanças climáticas e alterações no regime hidrológico, o monitoramento termo-hídrico se torna crucial para compreender como os solos respondem a essas variações.
Os dados coletados não apenas contribuirão para o avanço do conhecimento científico, mas também fornecerão informações valiosas para estratégias de conservação e manejo sustentável, impactando diretamente os produtores rurais da região. A colaboração de proprietários rurais e instituições locais foi fundamental para a realização das atividades de campo.
Os sítios de monitoramento registrarão continuamente as variações de temperatura e umidade, formando uma série histórica que permitirá uma melhor compreensão das transformações ambientais no Pantanal. A implantação dessa rede representa um marco para o conhecimento sobre a dinâmica dos solos brasileiros e suas respostas às mudanças climáticas.