O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação de dois homens envolvidos em uma tentativa de homicídio ocorrida em 2014 durante uma festa pública em Ouro Verde de Minas, no Vale do Mucuri. O julgamento ocorreu no dia 5 de outubro pelo Tribunal do Júri de Teófilo Otoni.
O promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro apresentou a acusação, que resultou na condenação de um advogado, considerado o mandante do crime, a 14 anos de prisão, e de outro réu, que intermediou a execução do atentado, a 18 anos de prisão.
A denúncia apontou que a tentativa de homicídio decorreu de desavenças relacionadas a um suposto empréstimo fraudulento. O mandante teria prometido uma recompensa financeira para que um homem e um adolescente executassem a vítima.
As investigações revelaram que o intermediador entregou uma arma de fogo ao adolescente, oferecendo R$ 500 para que ele cometesse o crime. Durante a festa em 29 de junho de 2014, o jovem se aproximou da vítima e disparou pelas costas, atingindo-a no tórax e na região lombar. A vítima sobreviveu devido ao atendimento médico imediato.
Os jurados reconheceram a tentativa de homicídio qualificado em relação ao mandante, aceitando as qualificadoras de pagamento de recompensa, motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. A punibilidade do crime de corrupção de menor foi extinta devido à prescrição.
Quanto ao intermediador, o Conselho de Sentença manteve a condenação pela tentativa de homicídio, reconhecendo as qualificadoras de promessa de recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima, mas afastou a qualificadora do motivo fútil.
Após o julgamento, o réu condenado a 18 anos foi preso e encaminhado ao sistema prisional, enquanto o advogado foi autorizado a recorrer em liberdade, podendo permanecer fora da prisão até o julgamento dos recursos.
O promotor Jonas Junio Linhares Costa Monteiro afirmou que a decisão é uma resposta significativa à sociedade sobre um crime contra a vida ocorrido há mais de 12 anos, destacando a efetividade do sistema de Justiça na responsabilização dos envolvidos.