Em agosto de 2026, Uberlândia criou 900 postos de trabalho formais, conforme levantamento do Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (Cepes/IERI/UFU). O resultado positivo reflete um aumento nas contratações, especialmente no setor de serviços.
O Boletim Mensal do Emprego de Uberlândia, que utiliza dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), registrou 12.040 admissões e 11.140 desligamentos no mês, resultando no segundo maior saldo de empregos do ano, atrás apenas de março, quando foram criados 1.494 postos.
O setor de serviços destacou-se com a criação de 638 empregos, representando cerca de 71% do total. A agropecuária e a construção também contribuíram, com 212 e 58 novos postos, respectivamente. O comércio manteve estabilidade, enquanto a indústria teve um saldo negativo de 11 empregos.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, Uberlândia gerou 2.856 empregos formais, com a construção liderando as contratações, totalizando 1.228 postos. Em contrapartida, o comércio apresentou uma redução de 561 empregos.
O levantamento também revelou que os jovens, com até 29 anos, foram os mais beneficiados, respondendo por 82% das novas contratações. As mulheres tiveram um saldo positivo de 499 empregos, enquanto os homens registraram 401.
O salário médio de admissão em Uberlândia foi de R$ 2.346, um aumento de 1,92% em relação a julho. A agropecuária apresentou a maior média salarial, de R$ 2.746, enquanto o comércio ficou com R$ 2.073.
O boletim do Cepes é uma ferramenta importante para acompanhar a evolução do emprego formal em Uberlândia, permitindo a análise de dados por setor, faixa etária e remuneração.
