O município de Lamim, em Minas Gerais, decretou situação de emergência após fortes chuvas no dia 31 de janeiro de 2025, que causaram alagamentos e danos significativos na infraestrutura local.
O município de Lamim, localizado em Minas Gerais, decretou situação de emergência após ser atingido por fortes chuvas no dia 31 de janeiro de 2025. Em aproximadamente 40 minutos, o volume de chuva chegou a 120 mm, causando o transbordamento de ribeirões e alagamentos que afetaram tanto a zona urbana quanto a rural da cidade. O fenômeno conhecido como “cabeça d’água” no ribeirão que corta o centro do município resultou na destruição e danificação de diversas estruturas, incluindo pontes e bueiros.
Entre os principais danos, destacam-se a destruição completa de uma ponte na comunidade rural Pouso Alegre e o comprometimento de um tubulão metálico na comunidade Cafezal. A situação também afetou diretamente a infraestrutura da cidade, com deslizamentos de terra colocando residências em risco e interrompendo vias importantes, como a MG-132.
Outro grande impacto foi a destruição da barragem de contenção de água, responsável pelo abastecimento de água potável da região central. Com isso, parte significativa da população está sem fornecimento de água. O telhado do Hospital Municipal Divino Espírito Santo e da Unidade Básica de Saúde Vereador José Camilo Nogueira também sofreu danos agravados pelas chuvas, comprometendo o atendimento à população.
Segundo a prefeitura, até o momento, 13 pessoas estão desalojadas e foram acolhidas por parentes e amigos, enquanto outras cinco estão desabrigadas e necessitam de abrigo temporário. Ao todo, cerca de 3.000 pessoas foram afetadas diretamente pelo desastre, com casas e comércios invadidos pela água, vias obstruídas e falta de serviços essenciais.
A prefeitura mobilizou equipes para atuar no restabelecimento da normalidade e garantir segurança aos moradores. Diante da gravidade da situação, o prefeito Waldiney de Souza Campos assinou o decreto de situação de emergência, permitindo a mobilização de órgãos municipais e a convocação de voluntários para reforçar as ações de resposta ao desastre.
O decreto também dispensa a necessidade de licitação para aquisição de bens e serviços essenciais ao atendimento da emergência, dentro das condições estabelecidas pela legislação federal. As autoridades municipais seguem monitorando a situação e atuando para minimizar os impactos causados pelas chuvas.
Equipes da Defesa Civil e da Polícia Militar estão em campo auxiliando os moradores e buscando soluções para restabelecer o acesso às áreas isoladas. Os dados sobre os prejuízos continuam sendo atualizados e novas medidas podem ser adotadas conforme a necessidade.
