quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Relatório aponta degradação avançada dos oceanos e desafios na proteção

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Relatório aponta degradação avançada dos oceanos e desafios na proteção
Relatório aponta degradação avançada dos oceanos e desafios na proteção

Diversos indicadores ambientais revelam um avanço preocupante na degradação dos oceanos, conforme o relatório anual Barômetro Starfish 2026, publicado na revista State of the Planet em 8 de junho, em celebração ao Dia Mundial dos Oceanos.

O estudo, elaborado por 29 especialistas de 14 países, analisa dados sobre aquecimento, elevação do nível do mar, perda de biodiversidade, poluição e governança oceânica. Os autores destacam que muitos indicadores continuam em trajetória de degradação, enquanto as iniciativas de proteção e conservação avançam de forma lenta.

Entre as evidências, o relatório aponta uma elevação média do nível do mar de 4,2 milímetros por ano entre 2012 e 2025. No ano passado, 20% da superfície oceânica global foi afetada por ondas de calor marinhas, e 84,4% dos recifes de coral enfrentaram estresse térmico, levando ao branqueamento. Além disso, cerca de um quarto dos primeiros mil metros da coluna d’água já sofre os efeitos das mudanças climáticas.

O estudo também revela um recorde nas emissões globais de dióxido de carbono, que alcançaram 38,1 bilhões de toneladas no último ano, e um aumento contínuo da poluição plástica, com 130 milhões de toneladas acumuladas nos oceanos. Peter Thomson, um dos autores, enfatiza que os oceanos são cruciais para as ações climáticas e a segurança econômica, pedindo avanços mais rápidos na redução do uso de combustíveis fósseis.

O relatório ainda aponta falhas na governança oceânica, como a falta de monitoramento em 67% dos navios pesqueiros industriais em áreas marinhas protegidas. Além disso, existem 1.685 espécies marinhas ameaçadas e 31 contratos ativos de exploração mineral em águas profundas.

Apesar dos desafios, o estudo também identifica avanços, como o Tratado do Alto-Mar e a ampliação das áreas marinhas protegidas, que agora cobrem 10% da superfície oceânica global. Contudo, apenas 3,2% dos oceanos são considerados altamente ou totalmente protegidos.

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