Uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) abordou as falhas na distribuição de livros em braile e outros materiais acessíveis para estudantes com deficiência visual. O encontro, realizado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, destacou a necessidade de ações do Estado para garantir a inclusão educacional.
Atualmente, Minas Gerais conta com apenas 256 alunos com cegueira total matriculados na rede estadual, além de 3 mil com perda parcial da visão. A ativista social Janaína Barcelos, fundadora do Instituto Holofotes, ressaltou que a falta de acesso ao braile compromete a alfabetização e a inclusão nas escolas.
O deputado Charles Santos (Republicanos), autor do requerimento para a audiência, mencionou denúncias de atrasos na entrega dos livros em braile, que muitas vezes chegam semanas ou meses após o início do ano letivo. Ele destacou que essa situação gera desigualdades e barreiras desnecessárias.
A coordenadora de Educação Especial Inclusiva da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Márcia Josiane Resende Lima, explicou que a produção de materiais em braile é um processo complexo, que pode levar até um ano. Ela afirmou que a política de educação especial busca garantir não apenas a matrícula, mas também os recursos necessários para a aprendizagem dos alunos.
A diretora da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, Julia Drumond, apresentou serviços voltados ao acesso à leitura para pessoas com deficiência visual, incluindo o setor braile e o programa de voluntariado para leitura de textos. Além disso, foram demonstrados dispositivos tecnológicos que ampliam a autonomia dos deficientes visuais.