Em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a morte da bebê Isadora, de três meses, foi denunciada como resultado de negligência médica. Os pais da criança relataram uma angustiante busca por atendimento, que culminou em sua morte no Hospital Municipal de Unaí.
Isadora faleceu após ser medicada em várias unidades de saúde em Buritis, onde recebeu plasil, contraindicado para menores de um ano, e fentanil em Unaí. Os pais, emocionados, contaram que a bebê foi inicialmente levada ao Postão em Buritis, onde foi diagnosticada com uma possível inflamação no ouvido e liberada com antibióticos.
Com a febre persistente e vômitos, a família buscou atendimento novamente, mas a situação se agravou. A bebê teve convulsões e, após a negativa do médico em considerar a gravidade do quadro, a família decidiu levá-la a Unaí, onde Isadora foi submetida a exames e internada na UTI.
Durante a audiência, representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM) e do Conselho de Farmácia (CRF) informaram que o caso está sob investigação. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) também acompanha a situação, com foco na prevenção de mortes materno-infantis.
A deputada Ana Paula Siqueira, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, destacou a necessidade de apuração rigorosa e a importância de garantir que outras famílias não enfrentem situações semelhantes. O caso de Isadora levanta preocupações sobre a qualidade do atendimento em Minas Gerais, onde muitos óbitos infantis são considerados evitáveis.
A SES ressaltou que a responsabilidade pelo transporte sanitário é do município, e o Comitê Estadual de Enfrentamento à Mortalidade Materno-infantil está avaliando os serviços prestados na rede de saúde.
