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quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Pouso Alegre é a 4ª cidade de MG em prisões por reconhecimento facial

Pouso Alegre é a 4ª cidade de MG em prisões por reconhecimento facial
Pouso Alegre é a 4ª cidade de MG em prisões por reconhecimento facial
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Pouso Alegre, no Sul de Minas, está entre os municípios mineiros que mais realizam prisões com o auxílio do sistema de reconhecimento facial. Em oito meses de operação, a tecnologia já ajudou a localizar 35 pessoas procuradas pela Justiça.

O Sistema Argos de reconhecimento facial, operado pela Prefeitura de Pouso Alegre (MG), completa oito meses de funcionamento, com 35 pessoas procuradas pela Justiça identificadas e localizadas com apoio da tecnologia.

De acordo com o secretário de Segurança Pública da cidade, Anderson Silveira, Pouso Alegre tem posição de destaque no ranking estadual em prisões por reconhecimento facial.

“Hoje nós ocupamos o quarto lugar no estado de uma cidade de porte de 100 a 200 mil habitantes com o maior número de prisões por reconhecimento facial”, afirmou.

A tecnologia entrou em fase de testes em 25 de novembro de 2025 e foi lançada oficialmente em 11 de dezembro do mesmo ano.

O sistema é operado pelo Centro Integrado de Defesa Social (CIDS), ligado à Secretaria Municipal de Segurança Pública. O monitoramento funciona 24 horas por dia e conta com mais de 200 câmeras espalhadas pela cidade.

Centro Integrado de Defesa Social conta com mais de 200 câmeras em funcionamento — Foto: Prefeitura de Pouso Alegre/Divulgação

Além do reconhecimento facial, o sistema também faz a leitura de placas de veículos e o monitoramento de vias públicas, ajudando no monitoramento e no combate ao crime.

Em julho, o sistema possibilitou a prisão de um ex-policial militar da Bahia, de 40 anos, após um furto em uma perfumaria no centro da cidade. Assim que o crime foi registrado, os operadores do sistema passaram a monitorar o suspeito pelas câmeras e repassaram a localização em tempo real à Polícia Militar, que efetuou sua captura.

Outra funcionalidade do sistema, implementada em março deste ano, é a busca por pessoas desaparecidas. Para que o reconhecimento facial seja ativado nesses casos, a família precisa fazer o registro de desaparecimento.

“As pessoas que têm algum ente desaparecido podem procurar o CIDS. Tem alguns formulários a serem preenchidos, principalmente para a Lei Geral de Proteção de Dados, e a foto. A gente consegue colocar essa pessoa no nosso banco de dados e, a partir daí, se for identificada pelas câmeras de monitoramento, a gente faz contato com a Secretaria de Políticas Sociais para poder dar o primeiro suporte até o acionamento da família”, explicou o secretário.

Câmeras de reconhecimento facial identificam 35 suspeitos em Pouso Alegre

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