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quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Postado emPirapora, Turismo

Sebrae Minas lança projeto para valorizar artesanato de Pirapora

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Sebrae Minas lança projeto para valorizar artesanato de Pirapora
Sebrae Minas lança projeto para valorizar artesanato de Pirapora

Artesãos de Pirapora, cidade às margens do Rio São Francisco, iniciam uma nova fase com o projeto Identidade e Origem, do Sebrae Minas. A iniciativa, que começou nesta terça-feira (4), busca fortalecer e proteger a cultura local, com foco na originalidade dos saberes e no reconhecimento do artesanato como Indicação Geográfica.

O projeto pretende criar uma base sólida para que o artesanato de Pirapora seja reconhecido como Indicação de Procedência, o que pode impulsionar o turismo e o desenvolvimento regional. Até o final de 2027, estão previstas ações para dar notoriedade ao território, incluindo diagnóstico do portfólio de produtos, mapeamento de atores locais e identificação de elementos culturais.

As carrancas de madeira são o principal símbolo do artesanato local, mas a região também produz peças em palha, tecidos, crochê e argila. Na fase inicial, 15 artesãos serão atendidos. Durante a apresentação, eles conheceram experiências de outras regiões, como o trabalho com barro no Vale do Jequitinhonha.

“Estamos iniciando o projeto, com o objetivo de valorizar, ainda mais, esse território que é tão criativo, a partir das suas potencialidades e da vocação do artesanato na região. Esta primeira etapa do projeto, dando início ao mapeamento da cultura do território, vai guiar nossos passos para o desenvolvimento do artesanato de Pirapora”, explica a analista do Sebrae Minas Amanda Guimarães.

José da Paixão Santana, artesão com mais de 45 anos de experiência, é um dos participantes. Ele cria réplicas em madeira do Vapor Benjamim Guimarães, símbolo regional. “Essa iniciativa vai ser importante para crescermos e fortalecer o artesanato local. O projeto vai nos ajudar a ganhar ainda mais mercado e representatividade”, comemora.

Hiram Acácio Alves Barbosa, que produz peças sacras a partir de troncos trazidos pelo rio, acredita que o projeto valorizará o povo ribeirinho. “Este projeto se propõe a realizar um agrupamento das pessoas como objetivo maior e ter uma originalidade, uma identidade da nossa terra, do ser barranqueiro, do ser ribeirinho. O rio flui através de nós e pulsa na nossa alma, ele transcende a nossa existência”, destaca.

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