quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Professores da Unimontes cobram cumprimento de acordo de 2016

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Professores da Unimontes cobram cumprimento de acordo de 2016
Professores da Unimontes cobram cumprimento de acordo de 2016

Em audiência pública realizada em Montes Claros, professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) cobraram o cumprimento do acordo de greve firmado com o Governo de Minas em 2016. A reunião, promovida pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ocorreu nesta quinta-feira (6/8/26) e contou com a participação da comunidade acadêmica.

Os docentes reivindicam a reestruturação do plano de carreira, o pagamento de dedicação exclusiva e o fim das perdas salariais. Segundo o presidente da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes), Wesley Helker Felício Silva, o acordo, conquistado após greves que somaram quase um ano, foi homologado em 2018, mas até hoje não foi cumprido.

Felício destacou que a defasagem salarial chega a 80%. Para compensar, são pagas gratificações que, em muitos casos, representam 60% da remuneração, mas deixam de ser pagas quando o professor se afasta para tratamento de saúde ou formação. Além disso, há docentes contratados abaixo da titulação: doutores recebem como mestres ou especialistas, com redução de até 30% nos salários. Há casos de doutores com vencimento básico de R$ 4,8 mil, abaixo do piso da educação básica (R$ 5,1 mil).

A Adunimontes também reivindica o pagamento de dedicação exclusiva. Atualmente, apenas 16% dos professores da Unimontes recebem por esse regime, enquanto nas federais o índice chega a 80%. Para Felício, a valorização docente é essencial para a qualidade do ensino, pesquisa e extensão. “Nosso potencial regional vem sendo deteriorado por políticas neoliberais amparadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que vem desestimulando os professores”, afirmou.

A deputada Beatriz Cerqueira (PT), presidenta da comissão, manifestou apoio às reivindicações. “A luta é por salários decentes, para que os melhores profissionais fiquem retidos na universidade. Estamos lutando pelo mínimo, não estamos lutando por muita coisa”, disse.

A comunidade acadêmica também aguarda a votação do Projeto de Lei (PL) 5.365/26, que acaba com a lista tríplice para escolha de reitores das universidades estaduais. A proposta, de autoria de Beatriz Cerqueira, está pronta para 2º turno no Plenário. Para a deputada, o fim da lista tríplice consolida a democracia nas universidades. “É uma batalha para consolidar a democracia nas universidades”, afirmou.

O subsecretário de Estado de Gestão de Pessoas, Caio Magno Lima Campos, explicou que o atendimento das reivindicações esbarra na LRF, que veda aumento de despesas com pessoal devido ao déficit fiscal. Segundo ele, o acordo prevê a incorporação de gratificações apenas se o Estado ficar livre das vedações. Os pagamentos por titulação dependem de procedimentos internos da Unimontes. Campos disse que o governo está aberto ao diálogo e busca soluções negociadas.

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