quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Estudo com 1.065 idosos mostra que mudanças no estilo de vida reduzem risco de demência

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Estudo com 1.065 idosos mostra que mudanças no estilo de vida reduzem risco de demência
Estudo com 1.065 idosos mostra que mudanças no estilo de vida reduzem risco de demência

Um estudo inédito na América Latina, conduzido com a participação da UFMG, mostrou que mudanças no estilo de vida podem melhorar a saúde cognitiva de idosos com risco de demência. A pesquisa, que envolveu 1.065 voluntários de 11 países, foi publicada na revista The Lancet e apresentada na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer (AAIC 2026), em Londres.

Os participantes que seguiram um programa estruturado com atividade física, alimentação saudável, treinamento cognitivo, socialização e controle clínico tiveram melhora 55% maior na cognição global, em comparação com aqueles que receberam apenas orientações gerais de saúde. Os resultados também apontaram avanços em memória, atenção e funções executivas após dois anos de acompanhamento.

No Brasil, estima-se que 2,46 milhões de pessoas com mais de 60 anos vivam com demência, número que pode triplicar até 2050. Cerca de 80% dos casos ainda não têm diagnóstico formal, o que reforça a importância de estratégias de prevenção, especialmente diante de fatores de risco como hipertensão, diabetes e colesterol alto.

O professor Paulo Caramelli, pesquisador principal do estudo em Belo Horizonte, destacou a relevância dos resultados para a América Latina. “No continente, partimos de uma realidade diferente da de outros países: temos mais fatores de risco, menos controle e menor acesso a programas de promoção da saúde. Isso faz com que a janela de oportunidade para a prevenção seja enorme, e é exatamente o que o estudo demonstrou”, afirmou.

O LatAm-FINGERS é o primeiro ensaio clínico randomizado multicêntrico sobre prevenção do declínio cognitivo realizado na América Latina. Participaram centros de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Peru, República Dominicana e Uruguai. Na UFMG, a equipe incluiu professores e pesquisadores das faculdades de Medicina, Farmácia e da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

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