sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Postado emMinas Gerais, Tecnologia

UFMG lança guia com diretrizes para uso responsável de IA

UFMG lança guia com diretrizes para uso responsável de IA
UFMG lança guia com diretrizes para uso responsável de IA
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A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vai lançar, nos dias 13 e 17 de agosto, um guia com princípios e orientações práticas para o uso responsável da Inteligência Artificial (IA) na instituição. O documento, intitulado ‘Princípios e diretrizes para o uso responsável da IA na UFMG: orientações práticas’, é destinado a estudantes, professores, técnicos-administrativos e terceirizados.

O lançamento será realizado na quinta-feira, 13, às 11h, no auditório da Reitoria, no campus Pampulha, em Belo Horizonte, e na segunda-feira, 17, às 9h, no auditório do Bloco C, no campus Montes Claros. Após o evento na capital, o guia estará disponível no site da Comissão Permanente de IA da UFMG.

O objetivo do documento é orientar a comunidade acadêmica sobre o funcionamento e as potencialidades da IA, apontando riscos, cuidados éticos e boas práticas. O professor Marco Antônio Sousa Alves, da Faculdade de Direito e integrante da comissão, explica que o guia segue orientações da ONU e de outros organismos nacionais e internacionais, respeitando a legislação brasileira e os valores da UFMG.

O professor destaca que o documento busca ampliar o debate e a participação de todos. ‘É importante que cada unidade incentive a discussão sobre os impactos da IA em seus campos do conhecimento, considerando as especificidades de uso. O debate e o compartilhamento de experiências são fundamentais para prevenir danos e estimular o uso produtivo e responsável da IA no ambiente acadêmico’, afirma.

O guia aborda usos diversos da IA, como apoio na análise de dados, desenvolvimento de métodos de ensino inovadores e inclusão por meio de tecnologias assistivas. Para estudantes, a IA pode ajudar na redação de trabalhos acadêmicos, na revisão gramatical, na tradução e na geração de resumos, entre outras tarefas. Para docentes, o documento sugere discussões em sala de aula sobre os impactos da IA e a personalização de ferramentas para fins educacionais.

Nas áreas administrativas, a IA pode ser usada na gestão de projetos, planejamento e combate a fraudes. O guia estimula a criação de chatbots para consulta a normas institucionais, com treinamento interno e segurança de dados. No entanto, o professor alerta para os riscos: ‘É preciso máxima transparência e protocolos estritos de proteção de dados. A IA deve promover condições de trabalho dignas, evitando sobrecarga e precarização. Toda atividade com IA deve ser supervisionada para evitar discriminações e desinformação. No caso dos estudantes, o uso frequente não é recomendado, devido aos impactos na criatividade, autonomia e risco de dependência tecnológica’.

O documento é resultado de um processo coletivo iniciado em novembro de 2023, quando uma comissão foi instituída para formular propostas. Presidida pelo professor Virgílio Almeida, do Departamento de Ciência da Computação, a comissão realizou um amplo levantamento de tendências globais. Em 2024, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) aprovou recomendações pioneiras sobre o uso de IA, e a Reitoria criou a Comissão Permanente de IA, responsável pelo guia.

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