A concessionária Ecovias das Gerais informou que não irá conceder isenção de pedágio, mas está aberta a reposicionar algumas praças de cobrança na BR-116, após preocupações levantadas por representantes de municípios do Vale do Jequitinhonha.
Durante audiência pública da Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada nesta quarta-feira, foram discutidos os impactos da cobrança média de R$ 10,00 nas praças de pedágio, especialmente para pequenos produtores rurais e trabalhadores que precisam transitar frequentemente pela região.
O Sargento Abraão Costa Júnior, enfermeiro e produtor rural de Itaobim, expressou a preocupação da comunidade, destacando que a praça de pedágio proposta afetaria 14 comunidades rurais. Ele sugeriu a mudança da praça do quilômetro 113 para o quilômetro 108.
A prefeita de Catuji, Maria José de Oliveira, ressaltou que o município possui um dos piores índices de desenvolvimento humano (IDH) do estado e que o valor estimado de R$ 8,94 ainda é elevado para os moradores que utilizam a estrada com frequência.
O deputado Doutor Jean Freire defendeu um projeto que isentaria motoristas que retornarem ao local de cobrança em até 24 horas, considerando insuficiente o desconto de usuário frequente (DUF) proposto pela concessionária, que varia de 5% a 26% dependendo da frequência de passagem.
A diretora-superintendente da Ecovias, Amanda Cruvinel Marçal, informou que a cobrança deve iniciar em dezembro, após obras emergenciais, e que a localização das praças pode ser alterada, mas mudanças significativas dependem da autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Ao longo dos 30 anos da concessão, a Ecovias das Gerais planeja investir R$ 13,1 bilhões em melhorias, incluindo duplicações e contornos viários.