BELO HORIZONTE
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
BELO HORIZONTE
Postado emBelo Horizonte

Projeto de lei sobre arborização urbana avança na Câmara de BH

Publicidade
Projeto de lei sobre arborização urbana avança na Câmara de BH
Projeto de lei sobre arborização urbana avança na Câmara de BH

Em pauta na Comissão de Administração Pública e Segurança Pública nesta quarta-feira (12/8), obteve mais um parecer favorável em 1º turno o Projeto de Lei (PL) 740/2026, proposto pelo vereador Juninho Los Hermanos (Avante). A medida institui diretrizes para o planejamento e o manejo de arborização urbana em Belo Horizonte.

Relator da matéria em 1º turno, Wagner Ferreira (Rede) recomendou a aprovação do PL, com apresentação de emenda para aprimorar a efetividade das diretrizes e a execução das normas. A proposição segue agora para a Comissão de Orçamento e Finanças Públicas antes da primeira votação pelo Plenário, onde a aprovação exige o quórum mínimo da maioria dos vereadores (21).

Para justificar a proposição, Juninho Los Hermanos destaca que os desafios deste século relacionados à sustentabilidade e à emissão de poluentes tornam ainda mais relevante a proteção dos exemplares arbóreos do espaço urbano, presentes em canteiros centrais, praças e logradouros públicos, alguns deles centenários, preservando também a história da cidade. Contudo, a falta de políticas sistemáticas e efetivas de cuidado e manejo tem resultado em quedas de arvores, principalmente no período de chuvas, representando riscos à população e ao patrimônio.

“Políticas voltadas à manutenção, replantio e preservação de espécimes de interesse histórico, cultural ou paisagístico, como os ipês, tornam-se imprescindíveis; a proposição cria instrumentos para alcançar tais objetivos, com participação de órgãos públicos, instituições de pesquisa e organizações da sociedade civil nas decisões e ações concretas para o manejo da arborização urbana”, argumenta Juninho Los Hermanos.

Relator do PL na comissão em 1º turno, Wagner Ferreira analisa a matéria sob a perspectiva dos princípios fundamentais da administração pública – legalidade, eficiência, impessoalidade, moralidade e publicidade -, com ênfase especial na gestão preventiva e o manejo da arborização urbana. Quanto às duas primeiras, o parecer atesta a natureza programática do projeto, na medida em que estabelece diretrizes gerais sem a criação de órgãos públicos ou imposição de atribuições ao Executivo.

Os princípios da publicidade e da participação popular, por sua vez, devem assegurar o acesso do cidadão aos dados e informações provenientes dos órgãos ambientais. “Para que ocorra o efetivo envolvimento dos munícipes na preservação do meio ambiente, eles devem estar facilmente disponíveis para que a população possa ter ciência dos atos praticados pela administração”, defende o relator.

O relatório menciona o posicionamento da Prefeitura de Belo Horizonte quanto à pertinência da proposta, solicitada pela Comissão de Legislação e Justiça (CLJ). A resposta ao pedido de diligência informa que o Município “já dispõe de conjunto técnico-normativo robusto e especifico para orientar o planejamento, manejo, plantio, transplantio, mitigação de riscos e a gestão do setor”. O documento destaca o Diagnóstico Municipal e o Plano Municipal de Arborização Urbana (PMAU), além da base georreferenciada com 255.516 indivíduos cadastrados, que subsidia as estratégias e ações. A disponibilização de informações prevista no texto poderá se apoiar em ferramentas já existentes, como o Portal BHGEO, segundo o ofício.

“A temática da arborização urbana já se encontra integrada ao planejamento urbano e ambiental do Município, com o Plano Diretor e com o Plano Local de Ação Climática de Belo Horizonte. Assim, pode-se afirmar que já existem critérios técnicos vigentes, mas há espaço institucional para seu contínuo aprimoramento e atualização”, conclui o documento.

O relatório de Wagner Ferreira propõe aperfeiçoamentos à redação para conferir maior efetividade à diretriz de transparência e para compatibilizar a execução da norma com a capacidade operacional e o arranjo técnico-normativo do Município, “evitando sobreposição desnecessária de instrumentos administrativos”. A emenda estrutura a política em cinco eixos: comunicação e educação ambiental; arborização cidadã; plantio (BH + verde); manejo e conservação responsável; planejamento, gestão, fiscalização e monitoramento eficientes.

Além do aval da CLJ, o PL 740/2026 recebeu parecer pela aprovação da Comissão de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana, para qual ele representará um avanço na organização da gestão ambiental, criando condições para a participação social qualificada. “As ferramentas previstas permitirão o conhecimento aprofundado do patrimônio arbóreo, a identificação de riscos e o planejamento de intervenções sustentáveis, conciliando a preservação ambiental com as necessidades urbanas”, afirma a relatora Luiza Dulci (PT), em seu parecer.

Após a apreciação da Comissão de Orçamento e Finanças, a proposição estará pronta para a primeira votação do Plenário, onde o prosseguimento da tramitação, em 2º turno, exige o voto favorável da maioria dos membros da Câmara (21).

📬 Receba as notícias de MT no seu e-mail

Cadastre-se gratuitamente e receba os destaques da semana


    Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
    📬
    Fique por dentro de Minas Gerais Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


      ← Anterior Novas regras facilitam doação de sangue para maiores de 70 anos Próxima → Bárbara Domingos e Maria Eduarda brilham no Mundial de Ginástica Rítmica