O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou, nesta quarta-feira, uma roda de conversa com os alunos da 2ª edição do Projeto Tenório, em Belo Horizonte. A iniciativa visa aumentar o acesso de pessoas negras às carreiras jurídicas, promovendo diversidade e representatividade nas instituições de Justiça.
O projeto oferece a 15 alunos negros bolsas integrais para o curso preparatório da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Minas Gerais (FESMP), além de um notebook, ajuda financeira mensal de R$ 2 mil, um Vade Mecum atualizado e acompanhamento psicológico. Os recursos são obtidos por meio de medidas compensatórias ambientais.
A promotora de Justiça Nádia Estela Ferreira Mateus, responsável pela Coordenadoria de Combate ao Racismo e Todas as Outras Formas de Discriminação (Ccrad), destacou a importância de ouvir os feedbacks dos estudantes para aprimorar o projeto. Ela enfatizou que a assistência psicológica é crucial, especialmente para mulheres negras, que frequentemente enfrentam desafios de autoestima que impactam sua preparação para concursos.
A ex-aluna Michelle Rosa, agora defensora pública de Pernambuco, participou do encontro e compartilhou sua experiência, ressaltando que o apoio psicológico e as orientações recebidas foram fundamentais para sua aprovação. Ela também enfatizou a importância do autoconhecimento.
O evento híbrido contou com a participação de oito alunas e dois alunos, que discutiram suas trajetórias e desafios nas carreiras jurídicas. O encontro também teve a presença de representantes do Observatório Lei.a, da FESMPMG e da Educafro Minas, parceiros do projeto.
Os participantes assistiram a um vídeo sobre Jorge Gonçalves Tenório, promotor de Justiça negro que enfrentou racismo e faleceu tragicamente aos 32 anos, tornando-se símbolo da luta contra discriminação.
