sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Postado emMinas Gerais, Política

Comissão da ALMG visita escola para avaliar possível transformação em Colégio Tiradentes

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Comissão da ALMG visita escola para avaliar possível transformação em Colégio Tiradentes
Comissão da ALMG visita escola para avaliar possível transformação em Colégio Tiradentes

A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza uma visita técnica à Escola Estadual Coronel Juca Pinto, localizada no bairro Universitário, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (17/8/26), às 13 horas. A iniciativa foi solicitada pela deputada Beatriz Cerqueira (PT).

O objetivo da visita é ouvir a comunidade escolar sobre os possíveis impactos da transformação da escola em uma unidade do Colégio Tiradentes da Polícia Militar. Esta ação é um desdobramento da audiência pública realizada em junho, onde representantes de escolas e do Governo discutiram a criação de novos Colégios Tiradentes.

Durante a audiência, tanto a Secretaria de Estado de Educação (SEE) quanto o Comando-Geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) não apresentaram um diagnóstico que fundamentasse o processo de instalação. A deputada Cerqueira questionou: “Onde os Colégios Tiradentes serão implantados, qual a demanda por alunos existe em cada região?”.

O Governo de Minas anunciou a criação de oito novos Colégios Tiradentes na Região Metropolitana de Belo Horizonte, incluindo a Coronel Juca Pinto, além de unidades em Betim, Lagoa Santa, Ribeirão das Neves e Santa Luzia. Com essa expansão, a gestão de Mateus Simões (PSD) pretende aumentar o número de unidades de 30 para 60.

Atualmente, os Colégios Tiradentes atendem mais de 25 mil estudantes da educação básica e são defendidos pelo governo como uma forma de ampliar a pluralidade da educação pública, apresentando resultados educacionais positivos. A gestão e a liderança pedagógica são de responsabilidade da PMMG, em parceria com a SEE.

Entretanto, Beatriz Cerqueira destacou que os Colégios Tiradentes não oferecem educação de jovens e adultos (EJA), nem educação em tempo integral ou técnica, o que poderia resultar em perdas para o sistema de ensino estadual caso as unidades sejam fechadas. Esses e outros impactos serão avaliados durante a visita técnica.

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