CARNEIRINHO
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
CARNEIRINHO
Postado emCarneirinho, Política

Presidenciáveis propõem ajuste fiscal para reduzir juros, mas sem detalhes

Presidenciáveis propõem ajuste fiscal para reduzir juros, mas sem detalhes
Presidenciáveis propõem ajuste fiscal para reduzir juros, mas sem detalhes
Publicidade

Os candidatos à Presidência nas eleições de outubro apontam a alta taxa de juros como um dos principais entraves ao crescimento econômico do país. Em seus planos de governo, eles defendem o ajuste das contas públicas para trazer o orçamento de volta ao azul, algo que não ocorre de forma sustentada desde 2013.

O diagnóstico é semelhante ao de analistas do setor privado, que veem na redução do déficit e no controle da dívida pública a chave para baixar os juros, atualmente os mais altos do mundo em termos reais. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

O programa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma que a economia cresceu em média 3% nos últimos anos e classifica a taxa de juros como “promove concentração de renda e desorganiza a nossa economia”. O texto cita um esforço fiscal de cerca de R$ 240 bilhões entre 2023 e 2026 e promete um ajuste de intensidade semelhante em um novo mandato.

Já a coligação de Flávio Bolsonaro (PL) propõe um “grande tesouraço” com cortes profundos na máquina pública para alcançar “juros menores”. A proposta inclui redução de impostos sobre energia e combustíveis, mas não detalha como compensar a perda de arrecadação.

Ronaldo Caiado (PSD) defende a responsabilidade fiscal como “princípio moral e condição de crescimento”, com redução de desperdícios e revisão de subsídios. O plano critica a “incerteza fiscal” do atual governo, que, segundo o documento, encarece o capital privado e impede avanços em infraestrutura e inovação.

Renan Santos (Missão) propõe um “remédio amargo” com a implementação da PEC do Equilíbrio Fiscal, incluindo desindexação de despesas e nova reforma da Previdência. O programa cita o governo argentino de Javier Milei como exemplo e atribui a “década perdida” à política fiscal do governo Dilma.

Romeu Zema (Novo) defende um “choque fiscal nos gastos do governo” para reduzir a taxa de juros, que está próxima de 15% ao ano. O plano sugere revisar o crescimento automático das despesas obrigatórias e as regras que expandem o gasto público, incluindo emendas parlamentares.

📬 Receba as notícias de MT no seu e-mail

Cadastre-se gratuitamente e receba os destaques da semana


    Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
    📬
    Fique por dentro de Minas Gerais Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


      ← Anterior Vereadores pedem iluminação de LED no Ginásio Paçocão e academia ao ar livre Próxima → Tumiritinga recebe verba da Lei Paulo Gustavo e abre editais culturais