O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) instalou, nesta quarta-feira (26), a Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE) para as Eleições 2026. A primeira reunião ocorreu na Sala de Sessões do Tribunal, em Belo Horizonte, com a presença de representantes do órgão, entidades fiscalizadoras e imprensa.
A reunião foi conduzida pelo presidente do TRE-MG, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, e pelo presidente da CAVE, desembargador Nicolau Lupianhes Neto. O presidente do Tribunal destacou o compromisso da Justiça Eleitoral com eleições limpas e transparentes. “Nós não temos compromisso com o erro, muito pelo contrário, queremos acertar. Como essa festa democrática das eleições é uma festa de todos, queremos que todos se envolvam nessa festa. Todos são convidados, a festa efetivamente é nossa”, afirmou.
O desembargador Nicolau Lupianhes reforçou o convite à participação de cidadãos e entidades fiscalizadoras. “Que venham fiscalizar conosco, nos ajudar neste trabalho, para que depois que o cidadão mineiro escolher legitimamente, sem influência indevida de quem quer que seja, os seus representantes, que não haja discursos demagógicos e mentirosos de que as urnas foram fraudadas”, disse.
Ele também afirmou que “não há fraude nas urnas eletrônicas. A história das eleições brasileiras demonstra isso, nunca se provou o mínimo de suspeita. Há apenas alegações desmedidas e irresponsáveis”.
A CAVE foi instituída pela Resolução TRE-MG 1.327/2026 e é composta por magistrados e servidores do Tribunal. A comissão será responsável por organizar e supervisionar o Teste de Integridade, o Teste de Integridade com Biometria e o Teste de Autenticidade dos Sistemas.
Nos dias de votação, 43 urnas eletrônicas de Minas Gerais serão submetidas às auditorias. A definição das urnas ocorrerá em audiência pública na véspera de cada turno, podendo ser indicadas por entidades fiscalizadoras ou sorteadas. Trinta urnas passarão pelo Teste de Integridade, três pelo Teste de Integridade com Biometria e dez pelo Teste de Autenticidade dos Sistemas.
As auditorias poderão ser acompanhadas por partidos políticos, Ministério Público, OAB, Polícia Federal e Forças Armadas, entre outras entidades. As normas estão previstas na Resolução TSE 23.673/2021.
