A Operação Mata Atlântica em Pé de 2026 resultou no embargo de 8.370,28 hectares de desmatamento ilegal em 17 estados brasileiros, com multas que totalizam R$ 100 milhões. A ação, coordenada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ocorreu entre 17 e 27 de agosto e foi divulgada em coletiva de imprensa em Belo Horizonte.
Durante a operação, foram fiscalizados 1.520 alertas de desmatamento emitidos pelo sistema MapBiomas. Os estados com as maiores áreas embargadas incluem Minas Gerais, Paraná e Pernambuco. Os dados ainda são parciais, pois alguns estados estão finalizando as autuações.
A força-tarefa envolveu Ministérios Públicos estaduais, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais, utilizando tecnologia de monitoramento por satélite para direcionar as vistorias. O promotor Alexandre Gaio destacou que, apesar da redução no desmatamento nos últimos dois anos, florestas maduras continuam sendo alvo de desmatamento para expansão agrícola e pecuária.
O promotor Rauali Kind Mascarenhas ressaltou a importância da articulação institucional no combate ao desmatamento, afirmando que a Lei da Mata Atlântica fornece instrumentos legais eficazes para a proteção do bioma. Ele enfatizou que quem desmata será responsabilizado.
O seminário que marcou a divulgação dos resultados também discutiu os desafios e avanços na proteção da Mata Atlântica, reunindo especialistas e representantes de diversas instituições. Além disso, foram premiados os melhores desempenhos na fiscalização de alertas de desmatamento.
