Pedro Leopoldo avança nas negociações com a Copasa para solucionar a histórica falta de água no município. A companhia apresentou uma proposta de mais de R$ 100 milhões em investimentos, com a promessa de aumentar em 50% a capacidade de abastecimento nos próximos três anos.
Após cobrança da Prefeitura, companhia apresenta proposta com mais de R$ 100 milhões em investimentos e plano para ampliar em 50% a capacidade de abastecimento Pedro Leopoldo vive um momento decisivo para enfrentar um dos problemas mais antigos da cidade: a falta de água. Após anos de dificuldades no abastecimento, a Prefeitura avançou nas negociações com a Copasa para buscar uma solução definitiva para o sistema de água e esgoto do município. A mudança de cenário começou ainda no início da atual gestão. Durante a campanha de 2024, o prefeito Emiliano Braga assumiu o compromisso de que, caso os problemas de abastecimento e esgotamento sanitário não fossem solucionados nos primeiros seis meses de governo, a Prefeitura iniciaria os estudos para uma nova concessão dos serviços. Diante da permanência das dificuldades, o município avançou nesse caminho e chegou a estar preparado para abrir uma nova licitação. A postura adotada pela Prefeitura levou a Copasa a apresentar uma nova proposta. Pela primeira vez, a presidente da companhia e seu corpo diretivo estiveram oficialmente em Pedro Leopoldo para tratar diretamente das demandas do município. O encontro abriu uma nova rodada de negociações e resultou em uma proposta que prevê mais de R$ 100 milhões em investimentos na cidade. Entre os principais compromissos apresentados está o aumento de 50% da capacidade de abastecimento de água nos próximos três anos. Em um horizonte de até dez anos, a proposta prevê uma ampliação de 70% da capacidade do sistema. O objetivo é resolver as dificuldades enfrentadas atualmente e, ao mesmo tempo, preparar Pedro Leopoldo para o crescimento dos próximos anos. O plano apresentado reúne oito grandes etapas de investimentos. De acordo com a proposta, as quatro primeiras etapas têm previsão de concluir, até maio de 2028, as intervenções necessárias para ampliar a capacidade do sistema para além da demanda projetada. As melhorias destinadas aos problemas enfrentados atualmente pelos moradores devem começar imediatamente, com previsão de solução até outubro de 2027, caso o programa seja aprovado. E as primeiras melhorias já estão previstas para acontecer ainda em 2026. Entre elas está a substituição da bomba da Rua São Paulo, que possui cerca de 35 anos, por um equipamento novo e mais preparado para o abastecimento do reservatório Adélia Issa, responsável por aproximadamente 80% dos problemas atuais de abastecimento. Também está prevista a instalação de 10 válvulas de retenção para ajudar a manter o reservatório sempre em nível mais alto. Em novembro, a previsão é de instalação de um novo reservatório de 250 mil litros no Mirante. A proposta também contempla investimentos no tratamento de esgoto, modernização do sistema de abastecimento, integração entre estruturas e a retomada de uma agência oficial para atendimento presencial da população. Para o prefeito Emiliano Braga, o momento exige responsabilidade e uma decisão que considere não apenas a situação atual, mas o futuro de Pedro Leopoldo. “Nosso objetivo é resolver um problema que a população enfrenta há mais de 35 anos. Não estamos discutindo apenas a água de hoje, mas a cidade que queremos construir para as próximas décadas”, afirma. A decisão sobre a continuidade da Copasa ou a realização de uma nova concessão ainda será tomada. A Prefeitura vai analisar a proposta apresentada pela companhia e acompanhar de perto os compromissos assumidos e os resultados das intervenções. Enquanto as negociações avançam, a Copasa já deverá iniciar, neste fim de semana, as primeiras obras de melhoria solicitadas pela Prefeitura. Depois de décadas de dificuldades, Pedro Leopoldo chega a uma etapa importante para transformar uma demanda histórica em planejamento, investimento e segurança no abastecimento. A Prefeitura seguirá cobrando resultados para que a população tenha acesso a um serviço de água e esgoto compatível com o crescimento e as necessidades da cidade.