O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou, no último sábado, uma denúncia contra um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), de 37 anos, pelo feminicídio de uma capitã da corporação, ocorrido em julho deste ano. Além do feminicídio, o sargento também foi acusado de fraude processual, lesão corporal em três ocasiões e tráfico de drogas.
A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Igor Bandeira e Silva, destaca que o crime foi cometido em um contexto de violência doméstica, utilizando métodos cruéis e fúteis, incluindo asfixia, o que dificultou a defesa da vítima, que era mãe.
Conforme os registros, a capitã já havia sido agredida em pelo menos três ocasiões anteriores, com o uso de objetos contundentes, o que foi confirmado por exames de corpo de delito. Ela chegou a buscar atendimento médico após essas agressões.
No dia 19 de julho, durante uma confraternização no apartamento do casal, o sargento confrontou a capitã de maneira agressiva sobre mensagens em seu celular, o que levou convidados a intervir. Na madrugada seguinte, ele a agrediu com um bastão de madeira e a asfixiou, resultando em múltiplas lesões e fraturas, conforme o laudo de necropsia.
Após o crime, o sargento alterou a cena do crime, lavando lençóis e removendo evidências. Ele transportou a capitã gravemente ferida para o Hospital Odilon Behrens, onde foi constatada sua morte. O sargento foi preso em flagrante no hospital, onde tentou descartar comprimidos de ecstasy.
O MPMG solicitou que o sargento seja julgado pelo Tribunal do Júri e condenado a pagar pelo menos R$ 50 mil em reparação pelos danos causados. A Promotoria também pediu que partes sensíveis do processo permaneçam em sigilo para proteger a identidade da vítima.
