O mercado de trabalho de Uberlândia fechou 136 postos de trabalho em julho de 2026, após um saldo positivo de 465 empregos em junho. Apesar da perda no mês, o município acumula a criação de 1.981 empregos entre janeiro e julho deste ano.
Segundo o Boletim Mensal do Emprego de Uberlândia, elaborado pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (CEPES/UFU), foram registradas 12.435 admissões e 12.571 desligamentos em julho. O resultado negativo contrasta com o desempenho de junho, quando a cidade havia registrado a criação de 465 empregos formais.
No acumulado do ano, Uberlândia contabiliza 87.181 admissões e 85.200 desligamentos, resultando em um saldo positivo. Os setores econômicos apresentaram variações, com o comércio sendo a única exceção ao saldo negativo em julho, com 98 empregos líquidos. Os setores de serviços, agropecuária, construção e indústria registraram perdas.
Os microempreendedores individuais (MEIs) e microempresas foram responsáveis por um saldo positivo de 418 postos de trabalho em julho, enquanto médias, grandes e pequenas empresas apresentaram perdas. No total, MEIs e microempresas acumularam 3.177 empregos líquidos em 2026.
O boletim também destaca que a criação de empregos em julho foi mais significativa entre os jovens, com um saldo de +230 postos para trabalhadores de 18 a 24 anos. No entanto, todas as faixas etárias acima de 25 anos apresentaram resultados negativos.
O salário médio real de admissão em julho subiu para R$ 2.312, um aumento de 1,22% em relação ao mês anterior, mas com variação negativa acumulada no ano. A agropecuária registrou o maior salário médio de admissão, de R$ 2.515.
