O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) conseguiu a condenação de cinco integrantes de uma organização criminosa armada ligada ao Comando Vermelho, atuando em Tocantins, na Zona da Mata mineira. As penas somadas ultrapassam 232 anos de reclusão, a serem cumpridas inicialmente em regime fechado.
A sentença, proferida em 2 de setembro, reconhece a estrutura criminosa hierarquizada, com divisão de funções, voltada para o tráfico de drogas e a manutenção do domínio territorial por meio da violência.
Segundo a decisão judicial, o grupo operava em integração com o Comando Vermelho, seguindo ordens de líderes encarcerados no Rio de Janeiro. A ação foi resultado de um trabalho conjunto do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Promotoria de Justiça Criminal de Ubá e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
Os réus foram condenados por organização criminosa armada, tráfico de drogas e utilização de imóvel para tráfico, com penas individuais que variam de 31 anos e seis meses a 57 anos, quatro meses e 18 dias de reclusão.
A denúncia teve origem em um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) que apurou a atuação de grupos criminosos em disputas territoriais e comércio de drogas em Tocantins. A investigação reuniu provas como monitoramentos e apreensões de drogas e munições.
O juiz destacou que as atividades do grupo geraram temor na população local, inseridas em um contexto de violência e disputas territoriais. A prisão preventiva dos condenados foi mantida, com a ré que estava em prisão domiciliar sendo monitorada eletronicamente.
O promotor de Justiça Breno Costa da Silva Coelho afirmou que “a integração das forças estatais voltada ao combate às organizações criminosas na Zona da Mata mineira tem sido fundamental para a segurança pública no estado de Minas Gerais”.