Na véspera da greve aprovada para a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, bancários se reuniram na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quarta-feira (9) para discutir a campanha salarial de 2026 na região de Belo Horizonte.
Durante a audiência, promovida pela Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social, os trabalhadores expressaram mensagens como “Sem bancários, não há atendimento de qualidade”. A deputada Beatriz Cerqueira (PT) destacou a importância da mobilização da categoria e a necessidade de um atendimento adequado nas agências, afirmando que “as pessoas não podem ser obrigadas a migrar para esse mundo digital”.
Ramon Peres, presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, anunciou que o ato de abertura da greve ocorrerá na agência Século da Caixa, no centro de Belo Horizonte, a partir das 10 horas. Ele também apresentou um histórico das negociações com os bancos, que incluem reivindicações como a reposição da inflação e um aumento real de 5%.
Apesar das propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), os bancários da Caixa e do Banco do Brasil decidiram pela greve, mantendo a mobilização mesmo após ameaças recebidas em um ofício da federação. Peres afirmou que a convenção coletiva não pertence à Fenaban e não pode ser usada como ameaça.
Nerival Faustino Gomes, presidente da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal de Minas Gerais, criticou a proposta de aumento de 0,6%, considerando-a inaceitável.