domingo, 11 de outubro de 2026
Postado emMinas Gerais

MPMG denuncia Sigma Mineração por descumprimento de decisão judicial

Publicidade
MPMG denuncia Sigma Mineração por descumprimento de decisão judicial
MPMG denuncia Sigma Mineração por descumprimento de decisão judicial

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou à Justiça, nesta quarta-feira, 23 de setembro, o reconhecimento do descumprimento pela Sigma Mineração de uma decisão judicial que suspendeu as operações noturnas do Projeto Grota do Cirilo e exigiu a criação de um acesso seguro para quatro famílias que residem nas proximidades da mina, nos municípios de Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha.

De acordo com o MPMG, quatro meses após a decisão, as famílias continuam a utilizar uma estrada que passa perto da cava em operação, cruzando rotas de caminhões da mineradora e margeando pilhas de estéril interditadas devido ao risco de ruptura. A nova via, que deveria ter sido concluída, ainda não está pronta.

Em uma fiscalização realizada em setembro, o Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) registrou, com o auxílio de drone, a presença de máquinas e caminhões em atividade durante a madrugada, desrespeitando a proibição judicial de operações entre 22h e 6h. Durante essa inspeção, funcionários da empresa também barraram o acesso das equipes de fiscalização e da Polícia Militar.

Diante das evidências, o MPMG solicitou o aumento da multa diária já imposta à empresa, que ultrapassaria R$ 80 milhões, além da exigência de uma garantia financeira para assegurar o cumprimento das determinações judiciais. O Ministério Público também pediu autorização para que a Polícia Militar interrompa atividades noturnas irregulares e garanta o livre acesso dos órgãos de fiscalização ao empreendimento.

A ação civil pública foi movida pelo MPMG devido aos impactos da mineração sobre as comunidades da região. Em maio de 2026, a Justiça determinou a suspensão das atividades ruidosas noturnas, a construção de um acesso independente para as famílias afetadas e a realização de uma auditoria técnica independente. Desde então, relatórios de fiscalização e decisões judiciais têm apontado sucessivos descumprimentos por parte da mineradora.

Os pedidos do MPMG serão analisados pela Justiça, enquanto o mérito da ação, que investiga danos socioambientais e medidas de reparação, como auxílio-moradia para as famílias, ainda aguarda julgamento.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
📬
Fique por dentro de Minas Gerais Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


    ← Anterior MPMG conquista condenação por aluguel irregular de trator em Passos Próxima → Justiça suspende desocupação de famílias em Arcos, MG, por ferrovia