A planta ora-pro-nóbis, conhecida como ‘carne de pobre’ ou ‘carne verde’, atrai anualmente cerca de 10 mil turistas a Sabará, em Minas Gerais, durante um festival gastronômico dedicado a esse ingrediente.
Utilizada desde o período colonial como ornamento e cerca-viva ao redor de igrejas, a ora-pro-nóbis é reconhecida como patrimônio cultural imaterial na região. A cozinheira Maria Rosa Andrade fundou, em 1996, o primeiro restaurante especializado na planta, oferecendo como carro-chefe o prato ora-pro-nóbis com marreco, o que incentivou a abertura de outros estabelecimentos e a criação do festival.
Silas da Fonseca, filho de Maria Rosa, destaca que a história do antigo Arraial de Pompéu mudou com a valorização do “ouro verde”, que movimenta o turismo local nos finais de semana.
A ora-pro-nóbis, além de ser uma alternativa nutritiva à carne, é amplamente utilizada na culinária mineira em diversas preparações, como saladas e pães. O professor José Newton Meneses, da UFMG, ressalta que a planta se tornou parte da identidade cultural mineira devido às suas propriedades nutricionais e ao seu custo acessível durante o período colonial.
Com alta concentração de proteínas, ferro e vitaminas, a ora-pro-nóbis é um exemplo do potencial gastronômico e turístico de Minas Gerais, atraindo visitantes em busca de experiências autênticas.