A UFMG está liderando um projeto inovador para eliminar bifenilas policloradas (PCBs), compostos químicos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. A iniciativa, chamada PCB Responsável, é realizada em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Na última terça-feira, equipes do MMA e do PNUD visitaram a universidade para acompanhar as atividades do projeto, que visa identificar, analisar e destinar adequadamente equipamentos elétricos potencialmente contaminados por essas substâncias tóxicas. A ação está alinhada com a Lei Federal nº 14.250, que exige a eliminação controlada dos PCBs até 2028.
Os PCBs foram amplamente utilizados em equipamentos elétricos devido à sua resistência e capacidade isolante, mas foram banidos devido aos seus efeitos nocivos. O projeto já investiu mais de R$ 390 mil na coleta de amostras e estima-se que o valor total para tratamento e destinação dos materiais contaminados chegue ao dobro.
O reitor da UFMG, Alessandro Fernandes Moreira, destacou a importância da parceria para a promoção da sustentabilidade na universidade, afirmando que a UFMG se torna referência para outras instituições. O projeto também conta com suporte técnico para a avaliação do óleo isolante de equipamentos elétricos, essencial para garantir a segurança e a eficiência das instalações da universidade.
A UFMG já mapeou 142 transformadores e disjuntores para a coleta de óleo, e as análises realizadas vão determinar quais equipamentos precisam ser descontaminados ou substituídos. A iniciativa reforça o compromisso da universidade com a sustentabilidade e a saúde pública.