Quatro homens, alvos da Operação Pseudos, foram condenados pela 7ª Vara Criminal de Belo Horizonte. A decisão do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) responsabiliza o grupo por crimes de furto qualificado por fraude cibernética, uso de documento falso e associação criminosa.
O grupo utilizava contratos e notas promissórias falsas para realizar execuções fraudulentas contra contas bancárias de pessoas falecidas. No único caso bem-sucedido, o golpe resultou em prejuízo de R$ 180 mil às vítimas.
O principal operador do esquema foi condenado a 23 anos e três meses de reclusão, enquanto o mentor intelectual recebeu pena de 19 anos e três meses. Ambos foram responsabilizados por furto qualificado, uso de documentos falsos e associação criminosa, além de terem que ressarcir R$ 189.357,71 à família lesada.
O advogado que atuava na organização foi condenado a nove anos e três meses, e um quarto integrante recebeu pena de cinco anos e nove meses por furto tentado e associação criminosa.
A investigação começou após indícios de falsidade documental em uma ação de execução. Com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o MPMG identificou os integrantes da quadrilha, que ajuizava ações fraudulentas em nome de pessoas falecidas.
A Operação Pseudos, realizada em maio e setembro de 2025, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão, visando evitar mais danos financeiros e preservar a credibilidade das instituições públicas. Os réus ainda podem recorrer da decisão.
