A Unidade Embrapii Inovação de Fármacos e Vacinas (FarmaVax) da UFMG, em colaboração com a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) e a Fundação de Apoio da UFMG (Fundep), firmou um convênio para desenvolver um novo tratamento contra a hemofilia. A doença, que afeta mais de 14 mil brasileiros, é causada pela ausência de fatores de coagulação no sangue, resultando em sangramentos frequentes.
O novo tratamento consiste em uma terapia de RNA que visa estimular o organismo dos hemofílicos a produzir proteínas essenciais para a coagulação sanguínea. O professor Pedro Pires Goulart Guimarães, da UFMG, destacou que a pesquisa busca introduzir RNA ou DNA para incentivar a produção dessas proteínas, que geralmente estão ausentes ou em quantidade insuficiente nos pacientes.
O projeto, que conta com um investimento total de R$ 5 milhões, terá a duração de 36 meses. A Hemobrás aportará R$ 2,6 milhões, enquanto a Embrapii contribuirá com R$ 1,6 milhão e a UFMG/FarmaVax com R$ 694 mil. A iniciativa é vista como uma forma de aproximar a universidade do setor produtivo, promovendo a transferência de tecnologia e inovação.
A Hemobrás, vinculada ao Ministério da Saúde, atua para garantir o fornecimento de medicamentos derivados do sangue e biofármacos, buscando reduzir a dependência externa do Brasil nesse setor. A fábrica de hemoderivados da empresa está localizada em Goiana, Pernambuco, e é responsável pela produção do Fator VIII Recombinante, utilizado no tratamento da hemofilia A no país.