domingo, 11 de outubro de 2026
Postado emMinas Gerais, Política

Estudo da UFMG revela fraudes em cotas de gênero nas eleições de MG

Estudo da UFMG revela fraudes em cotas de gênero nas eleições de MG
Estudo da UFMG revela fraudes em cotas de gênero nas eleições de MG
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Um estudo inédito realizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher (Nepem) da UFMG analisou 308 casos de fraudes em cotas de gênero nas eleições em Minas Gerais, evidenciando a resistência dos tribunais em reconhecer irregularidades. A pesquisa, coordenada pela professora Marlise Matos, revela que apenas 12% das fraudes foram reconhecidas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou 75% dos casos mineiros que revisou.

A análise documentou 435 acórdãos dos tribunais entre 2016 e 2025, destacando que apenas 36 casos (11,7%) tiveram fraude reconhecida, enquanto 272 (88,3%) foram arquivados sem análise de mérito. Os motivos para o não reconhecimento incluem exigências de provas rigorosas e a aplicação do princípio in dubio pro sufrágio, que prioriza a preservação do voto.

O estudo também classificou as candidatas envolvidas em fraudes em quatro grupos, sendo que 66,7% das mulheres com fraude reconhecida eram do grupo “ignorante ou sem consentimento”, ou seja, não tinham conhecimento de que suas candidaturas eram fraudulentas. A pesquisa revelou casos alarmantes, como candidatas que acreditavam estar apenas colaborando com campanhas de homens.

Como resultado do estudo, o Nepem emitiu uma nota técnica com 12 recomendações ao TSE, ao TRE-MG e ao Ministério Público Eleitoral, visando a melhoria das práticas eleitorais e a proteção das candidatas. A coordenadora Marlise Matos enfatizou a importância de monitorar e combater as fraudes que ainda persistem nas candidaturas femininas.

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