Nas eleições de 2026, a representação feminina no Congresso Nacional atingiu um recorde histórico, com 109 deputadas federais e 12 senadoras eleitas para a legislatura que começa em 2027, um aumento de 20% em relação à última eleição. No Parlamento mineiro, a bancada feminina cresceu de 14 para 20 cadeiras, embora a paridade de gênero ainda esteja distante.
A participação feminina na política tem sido impulsionada, principalmente, por lideranças da direita. O PL se destacou como o partido que mais elegeu mulheres, com três senadoras e 22 representantes na Câmara dos Deputados. O Distrito Federal agora conta com uma bancada do Senado composta apenas por senadoras, todas de partidos conservadores.
Em uma análise sobre a participação feminina na política, a professora Marlise Matos, do Departamento de Ciência Política da UFMG, destacou que, embora o número de mulheres eleitas esteja aumentando, o número de candidaturas ainda é baixo e a paridade não foi alcançada. “Ainda não são candidaturas totalmente empoderadas. Poderíamos ter dado um salto muito maior se o recurso do Fundo Especial de Financiamento de Campanha tivesse chegado a tempo”, afirmou.
Matos também comentou sobre as contradições em discursos de mulheres que, ao mesmo tempo, criticam o movimento feminista e defendem direitos políticos femininos.