O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou neste sábado as instalações do CTVacinas da UFMG, onde está sendo desenvolvida a Vivaxin, a primeira vacina contra o Plasmodium vivax, responsável pela forma predominante da malária no Brasil. A vacina recebeu autorização da Anvisa para iniciar testes em humanos.
Durante a visita, Padilha destacou a importância do CTVacinas como referência no desenvolvimento de vacinas no país, afirmando que a autorização para os testes em humanos é um marco significativo. Ele ressaltou que a malária continua sendo um grave problema de saúde pública, especialmente na Amazônia, onde a doença afeta comunidades locais, como os povos Yanomami.
O ministro também comentou sobre os investimentos do governo federal em pesquisa na UFMG, totalizando R$ 133,5 milhões, e mencionou que os testes clínicos da Vivaxin terão um custo de R$ 12 milhões, financiados pelo Ministério da Saúde.
A vacina, que é uma subunidade proteica, está sendo desenvolvida em colaboração com a USP e o laboratório Cristália. O estudo clínico de fase 1 será realizado no Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas da UFMG, com a participação de 48 voluntários saudáveis.
A pesquisadora Ana Clara Gazzinelli destacou que a Vivaxin mostrou-se segura e estável em temperatura ambiente, o que facilita seu armazenamento e distribuição pelo SUS. O acompanhamento dos voluntários terá duração prevista de 360 dias, e os testes devem começar nos próximos meses.