Uma nova espécie de antúrio, chamada Anthurium occultum, foi descoberta na Serra do Padre Ângelo, no leste de Minas Gerais. A planta é exclusiva dessa região e se junta a outras novidades científicas identificadas nas montanhas do médio rio Doce nos últimos anos.
O estudo, publicado na revista científica Phytotaxa, foi realizado pelos botânicos Rodrigo Theófilo Valadares, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), e Paulo Gonella, do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA). Segundo Valadares, a planta é chamada de ‘oculta’ por seu hábito de crescer em fendas rochosas, com flores que ficam parcialmente cobertas por folhas.
Com uma distribuição extremamente restrita, o antúrio enfrenta ameaças como incêndios, pastoreio, espécies invasoras e visitação descontrolada. Os pesquisadores sugerem que a espécie seja classificada como Criticamente em Perigo de Extinção, conforme critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Gonella destaca que os desafios enfrentados pela Serra do Padre Ângelo refletem um problema maior, com desmatamento e incêndios recorrentes, além da expansão de pastagens e cultivos. Os autores defendem a criação de um mosaico de áreas protegidas para conectar as unidades existentes e incluir ambientes importantes, como nascentes e florestas.
A descoberta do Anthurium occultum ressalta a importância da preservação dos ambientes naturais, que são essenciais para a proteção da biodiversidade, incluindo espécies ainda desconhecidas pela ciência.
