O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação de um homem a 64 anos de reclusão, em regime fechado, por crimes de estupro de vulnerável e estupro contra três meninas de sua família. Os abusos ocorreram em uma comunidade rural de Pintópolis, no Norte de Minas, e foram julgados em São Francisco.
De acordo com a Promotoria de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente, os crimes foram cometidos de forma recorrente ao longo de quase uma década, aproveitando-se da convivência familiar e da vulnerabilidade das vítimas. O condenado utilizava presentes, promessas e ameaças para manter as meninas em silêncio.
As investigações revelaram que os abusos ocorreram entre os anos 2000 e 2013, resultando em graves consequências emocionais para as vítimas, incluindo fobia social e episódios de automutilação.
O promotor Marcelo Costa Trindade destacou que a condenação é uma resposta importante da Justiça, mostrando que crimes graves são responsabilizados, mesmo após anos. Ele enfatizou a necessidade de proteção efetiva para crianças e adolescentes, especialmente em ambientes familiares.
A Justiça reconheceu a prática de estupro de vulnerável em relação às três vítimas e agravantes relacionadas à relação familiar. A pena foi aumentada devido à continuidade dos abusos, resultando em 64 anos, quatro meses e 23 dias de reclusão.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou que o condenado pague R$ 25 mil de indenização para cada uma das vítimas, totalizando R$ 75 mil em reparação pelos danos morais.