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quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Energia limpa atinge 40,9% da geração global em 2024, marca histórica

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Energia limpa atinge 40,9% da geração global em 2024, marca histórica
Energia limpa atinge 40,9% da geração global em 2024, marca histórica

BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) – Em 2024, a energia limpa representou 40,9% da geração global de eletricidade, superando pela primeira vez a marca de 40% desde a década de 1940. O Brasil se destacou como o quinto maior gerador de energia solar do mundo, ultrapassando a Alemanha.

Os dados são do relatório anual da Ember, um think tank de energia, que revela um crescimento significativo nas fontes eólica e solar, que juntas superaram a geração hidrelétrica, que enfrentou desafios devido a secas em várias regiões. A geração de energia limpa em 2024 foi 49% maior do que em 2022, alcançando 858 terawatt-horas.

No entanto, os combustíveis fósseis ainda dominam a matriz energética, com carvão e gás responsáveis por 34,4% e 22% da geração, respectivamente. O aumento na geração de combustíveis fósseis foi de 1,4%, resultando na emissão de 223 milhões de toneladas de CO2.

A análise destaca que o aumento na demanda por energia foi impulsionado por ondas de calor, exigindo maior uso de energia para refrigeração. Países como China, Índia e EUA aumentaram a produção de energia a partir de fontes fósseis para atender a essa demanda.

O ano de 2024 também foi registrado como o mais quente da história, com a demanda global por energia ultrapassando 30.000 TWh pela primeira vez. Apesar do aumento na demanda, as fontes renováveis conseguiram atender três quartos desse crescimento, com a energia solar respondendo por 40% do consumo adicional.

Nicolas Fulghum, um dos autores do relatório, ressaltou a rápida transição tecnológica da energia solar, que se tornou acessível e modular. Desde 2012, a geração de energia solar tem dobrado a cada três anos, alcançando um crescimento histórico de 474 TWh no último ano.

Fulghum acredita que a eletricidade limpa continuará a crescer para atender à demanda futura, embora reconheça incertezas em relação ao impacto do desenvolvimento de inteligência artificial no consumo de energia.

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