MARIANA
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
MARIANA
Postado emMariana

Defensoria Pública promove projeto em comunidades tradicionais de Mariana

Publicidade
Defensoria Pública promove projeto em comunidades tradicionais de Mariana
Defensoria Pública promove projeto em comunidades tradicionais de Mariana

Com o objetivo de promover o acesso gratuito à Justiça para as comunidades tradicionais, a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) realizará o projeto “Território e Pertencimento: Defensoria Pública nas Comunidades Tradicionais” no município de Mariana, na região do Vale do Rio Doce.

Serão realizados atendimentos itinerantes e encontros com as comunidades locais, em especial quilombolas e povos ciganos, com o intuito de ampliar o acesso gratuito à Justiça e fortalecer a educação em direitos.

No âmbito jurídico, serão prestados serviços nas áreas de Direito de Família, Cível, orientação individual, bem como o fomento à busca por soluções extrajudiciais de conflitos.

Os encontros acontecem a cada dois meses, alternando entre os distritos. A próxima edição será realizada no dia 11/08, na Comunidade quilombola de Campinas – Águas Claras, na Escola Municipal, das 9h às 16h.

Além do atendimento jurídico, também haverá uma roda de conversa na abertura.

A primeira ação do projeto “Território e Pertencimento” aconteceu no dia 24/02, na sede da Associação Quilombola Vila Santa Efigênia, que abrange os quilombos de Vila Santa Efigênia, Engenho Queimado e Embaúbas.

Já a segunda edição ocorreu no dia 24/04, na Comunidade quilombola de Margarida Viana e Paraíso – Campo do Paraíso.

Território de resistência Historicamente, Minas Gerais é um estado com forte presença de comunidades tradicionais.

De acordo com o Primeiro Censo Quilombola, realizado em 2022 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Minas Gerais possui 135.315 pessoas que se identificam como quilombolas.

O município de Mariana também segue essa tradição. Desde sua fundação, a região é marcada pela atividade minerária, cuja mão de obra originária foi formada por pessoas escravizadas.

Esse processo histórico contribuiu para a formação de comunidades quilombolas como a Vila Santa Efigênia, Engenho Queimado e Embaúbas.

A população cigana também é reconhecida como comunidade tradicional, por meio do Decreto nº 6.040, de 2007, bem como sua cultura, linguística e formas de organização.

Segundo ainda dados do IBGE, o país conta com cerca de um milhão de pessoas que se identificam como ciganos, divididos em três etnias: Calon, Rom e Sinti.

Nesse contexto, Minas Gerais também se mostra como um local de pertencimento para esses grupos, abrigando 175 acampamentos divididos entre 127 cidades do estado.

Realização O projeto “Território e Pertencimento: Defensoria Pública nas Comunidades Tradicionais” é uma iniciativa da Defensoria Pública, por meio de sua Coordenadoria de Projetos, Convênios e Parcerias (CooProC) e da Unidade em Mariana.

📬 Receba as notícias de MT no seu e-mail

Cadastre-se gratuitamente e receba os destaques da semana


    Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
    📬
    Fique por dentro de Minas Gerais Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


      ← Anterior Defensoria Pública de MG forma nova turma do curso Defensoras Populares Próxima → CNI e entidades pedem negociação para evitar tarifas dos EUA