Profissionais de seis municípios do Norte de Minas concluíram, em 23 de julho, capacitação para fortalecer a vigilância contra a febre amarela. A iniciativa foi das secretarias municipais de saúde de São João da Lagoa e São João do Pacuí.
Com aulas teóricas e práticas, foram atualizadas informações sobre a investigação de macacos mortos, que podem indicar circulação do vírus. Bartolomeu Teixeira Lopes, referência técnica em entomologia da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros, destacou que a ação fortalece o controle da doença, que tem alta letalidade em formas graves.
Além da coleta de amostras de vísceras de macacos para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), a descentralização do Programa de Controle da Febre Amarela permite agilizar a investigação e a tomada de decisões para proteger a população.
Participaram agentes de Coração de Jesus, Jequitaí, Lagoa dos Patos, Claro dos Poções, São João da Lagoa e São João do Pacuí. As secretárias de saúde Lorena Pereira Moura e Tatiane Pinheiro Souza coordenaram os trabalhos.
Agna Soares da Silva Menezes, coordenadora de vigilância em saúde da SRS de Montes Claros, reforçou a importância de aumentar as coberturas vacinais. “Em caso de surto, a vacina é o meio mais eficaz de proteção”, afirmou.
O calendário de vacinação inclui: crianças aos 9 meses (1ª dose), aos 4 anos (reforço); pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas, uma dose. Quem recebeu a vacina antes dos 5 anos deve tomar reforço.
A febre amarela é uma doença febril aguda, transmitida por mosquitos infectados, sem transmissão entre pessoas. Casos suspeitos e morte de macacos devem ser notificados em até 24 horas. No ciclo silvestre, macacos são hospedeiros; no urbano, o homem é o principal hospedeiro. O Aedes aegypti também transmite a doença.