Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (28) mostra que 59% dos eleitores consideram que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, agiu mal ao proibir visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Para 36%, o ministro agiu bem; 2% disseram que não agiu nem bem nem mal, e 4% não souberam responder.
A pesquisa também aponta que 59% dos entrevistados acreditam que o ex-presidente deve continuar em prisão domiciliar, enquanto 35% defendem seu retorno à prisão. Outros 6% não opinaram.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está em regime domiciliar humanitário desde 24 de março, autorizado por Moraes por 90 dias, para recuperação de broncopneumonia. Em 13 de julho, o ministro suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio, após divulgação de carta em que o ex-presidente reafirma apoio à pré-candidatura do filho.
Nesta segunda (28), Moraes deu 48 horas para a defesa informar se Bolsonaro autorizou o uso de sua imagem em vídeo gerado por IA exibido na convenção do PL, que lançou a candidatura de Flávio. O ministro alertou que eventual autorização pode configurar descumprimento de medidas cautelares.
Para 62% dos entrevistados, Bolsonaro não deveria poder usar redes sociais durante a prisão domiciliar; 35% defendem o acesso. A pesquisa foi realizada nos dias 22 e 23 de julho com 2.004 eleitores em 139 municípios, margem de erro de dois pontos percentuais. Está registrada no TSE sob o código BR-01166/2026.
Entre eleitores de Lula em 2022, 35% disseram que Moraes agiu mal ao proibir as visitas. Já entre eleitores de Bolsonaro, 32% acreditam que o ex-presidente não deveria usar redes sociais na prisão domiciliar.
