Nas eleições de 2026, os eleitores irão às urnas escolher dois representantes para o Senado. Em 2018, na última eleição em que duas vagas estavam em disputa, milhões de votos para o cargo ficaram em branco ou foram anulados.
O Senado tem 81 cadeiras, e o mandato dos senadores é de oito anos. A renovação acontece de forma alternada: em uma eleição são escolhidos dois senadores por estado e pelo Distrito Federal, renovando dois terços da Casa. Na eleição seguinte, apenas uma vaga por unidade da Federação é disputada.
Na hora da votação, a urna eletrônica pedirá o voto para senador duas vezes. Primeiro, o eleitor digita o número do candidato, confere a foto e confirma. Em seguida, a urna abre uma segunda tela para que seja escolhido outro candidato ao Senado.
Os eleitores devem escolher dois candidatos diferentes. Se o eleitor repetir o mesmo número, apenas o primeiro voto será válido. O segundo será nulo. Também não é possível votar em candidatos registrados em outro estado. Se o eleitor digitar o número de um candidato de outra unidade da Federação, esse voto não será computado.
Outra regra importante é que não existe voto de legenda, ou seja, no partido, para senador. Como a eleição é majoritária, é preciso informar o número do candidato. Se o eleitor digitar apenas o número do partido, o voto será nulo.
De acordo com a Agência Senado, em 2018, cerca de 63 milhões de votos para o Senado ficaram em branco, nulos ou incompletos, situação que ficou conhecida como “voto incompleto”. Os números, porém, não permitem distinguir quantos casos ocorreram por decisão do eleitor e quantos foram resultado de erro na hora de votar.
