Uberlândia registrou saldo positivo de 462 empregos com carteira assinada em junho, interrompendo dois meses consecutivos de retração. Foram 11.922 admissões e 11.460 desligamentos, segundo o Boletim Mensal do Emprego do CEPES/UFU. No primeiro semestre, a cidade acumula 2.123 novas vagas formais.
O setor agropecuário foi o principal motor, com 324 vagas líquidas. Indústria e construção civil geraram 72 postos cada, serviços abriu 42 vagas, enquanto o comércio fechou 48. Médias empresas e pequenos negócios (MEI e micro) puxaram as contratações, com saldos de 310 e 280 vagas, respectivamente.
Jovens de 18 a 24 anos foram os mais beneficiados, com saldo de 277 vagas. Já trabalhadores com 60 anos ou mais perderam 59 postos. A demanda por ensino médio completo gerou 370 vagas, enquanto houve retração para ensino superior (-49) e pós-graduação (-22).
Homens e mulheres dividiram igualmente as 462 vagas (231 cada), mas a disparidade salarial persiste. Para pós-graduados, a remuneração média inicial masculina foi de R$ 7.800, contra R$ 4.604 das mulheres. No ensino superior, homens receberam R$ 5.053 e mulheres, R$ 3.327. O salário médio geral de admissão foi de R$ 2.289, queda de 1,98% ante maio.
Para empresários locais, os dados indicam aquecimento no agro e na indústria, mas cautela no comércio. Trabalhadores jovens com ensino médio têm mais oportunidades, enquanto profissionais mais velhos e com alta escolaridade enfrentam dificuldades. A desigualdade de gênero nos salários, mesmo com contratações iguais, é um alerta para políticas de equidade.
