A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza nesta quinta-feira (6/8/26), às 19 horas, no Plenário, reunião especial em memória dos 50 anos da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek. O evento, solicitado pela deputada Maria Clara Marra (PSDB), também homenageará o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), Antônio Marcos Nohmi.
Na ocasião, será celebrado o Ano JK – 50 anos de legado, 70 anos de Presidência, promovido pelo IHGMG em parceria com instituições culturais, acadêmicas e governamentais de todo o país. O programa inclui uma série de homenagens dedicadas à memória do político mineiro.
“A reunião presta justa homenagem a JK, pela sua contribuição para a transformação da história da política brasileira, por ocasião do aniversário de sua morte”, afirmou a deputada Maria Clara Marra.
Nascido em Diamantina (Central) em 12 de setembro de 1902, Juscelino Kubitschek de Oliveira formou-se em Medicina pela UFMG em 1927, atuando na área até 1940, quando foi nomeado prefeito de Belo Horizonte. Na prefeitura, iniciou parceria com o arquiteto Oscar Niemeyer, que resultou no Complexo Arquitetônico da Pampulha, hoje Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
Entre 1951 e 1955, JK governou Minas Gerais, com foco no binômio “Energia e Transporte”, fundando a Cemig e ampliando a malha rodoviária. Eleito presidente da República em 1955, governou até 1961, com o plano de metas “50 anos em 5”, que priorizou energia, transporte, indústria de base, educação e alimentação, tendo como grande símbolo a construção de Brasília e a transferência da capital federal para o Planalto Central.
Com o regime militar, a partir de 1964, JK teve os direitos políticos cassados e passou anos no exílio. Morreu em acidente rodoviário em 22 de agosto de 1976, fato ainda debatido pela Comissão da Verdade.
O Ano JK propõe reflexão sobre o legado político, administrativo, humano e cultural do ex-presidente. Entre as atividades, o Simpósio Nacional “Juscelino Kubitschek: 50 anos de ausência (1976–2026) – Projeto político, modernidade e construção da memória” ocorrerá de 19 a 21 de agosto, reunindo pesquisadores para apresentar estudos inéditos sobre sua trajetória, administração, desenvolvimento econômico, construção de Brasília e sua relação com Minas Gerais.