A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros e do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), emitiu um alerta epidemiológico para 86 municípios da macrorregião de Saúde do Norte. A medida foi tomada após a confirmação de mortes de macacos por febre amarela em Claro dos Poções e São João do Pacuí, com laudos da Fundação Ezequiel Dias (Funed) divulgados na primeira semana de agosto.
Essas mortes de macacos, chamadas de epizootias, são um sinal de alerta para a circulação do vírus na região. Segundo a coordenadora do Cievs e da vigilância em saúde na SRS de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes, os municípios vizinhos devem intensificar a vigilância e a busca por pessoas não vacinadas. Entre eles estão Campo Azul, Brasília de Minas, Coração de Jesus, Lagoa dos Patos, São João da Lagoa, Jequitaí, Montes Claros, Francisco Dumont, Bocaiúva e Joaquim Felício.
“A partir da confirmação das mortes tendo como causa a febre amarela, os municípios localizados no entorno de Claro dos Poções e de São João do Pacuí precisam intensificar ao máximo as ações de vigilância sobre a febre amarela, incluindo a busca ativa de pessoas não vacinadas contra a doença. A população urbana e rural também deve ser orientada para denunciar o adoecimento ou morte de macacos”, explicou Agna.
A vacinação é a principal forma de prevenção. A recomendação é que crianças de 9 meses recebam uma dose, e aos 4 anos, um reforço. Pessoas de 5 a 59 anos sem comprovante de vacinação devem tomar uma dose. Quem foi vacinado antes dos 5 anos precisa de reforço. A vacina deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes de viajar para áreas de risco.
Os serviços de saúde devem fazer busca ativa de não vacinados, de casa em casa, e orientar a população sobre o uso de repelentes. “Os macacos não são transmissores da febre amarela. Eles são o alerta de que o vírus, transmitido por mosquitos, está circulando na região”, reforçou a coordenadora.
A febre amarela é uma doença grave, transmitida por mosquitos, e pode levar à morte. Os sintomas iniciais incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, náuseas e fraqueza. Em casos graves, pode haver icterícia, hemorragias e insuficiência de órgãos. Ao apresentar qualquer sintoma, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde.
As mortes de macacos devem ser notificadas em até 24 horas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (38) 2103-3600 e (31) 99744-6983.